O Aeroporto da Boa Vista atingiu 100% de autonomia energética através de fontes renováveis, marco anunciado pelo primeiro-ministro, no lançamento da Fase 1-B de investimentos, visando consolidar a infraestrutura como referência de sustentabilidade em Cabo Verde.
Através de um investimento num parque fotovoltaico equipado com baterias de armazenamento, a infraestrutura do aeroporto já é auto-suficiente em termos energéticos.
Ulisses Correia e Silva destacou que esta abordagem ambiental é um pilar central da parceria estratégica com a concessionária.
“O uso das energias renováveis para reduzirmos o consumo do combustível convencional, tornar mais sustentável a gestão dos aeroportos (…) tudo isto contabilizado em termos agregados vai representar um efeito muito grande na nossa contribuição para reduzir o efeito de carbono”, afirmou o chefe do Governo.
Ulisses Correia e Silva sugeriu ainda que o aeroporto instale painéis informativos visíveis, em português e inglês, para que os visitantes saibam que estão a entrar num aeroporto “sustentável 100% amigo do ambiente e amigo do clima”.
Segundo o governante, este posicionamento tem um “valor incomensurável” para a imagem internacional do país.
Autonomia energética e ETAR
Por seu lado, o CEO da VINCI Airports, Remi de Longevalle, reforçou que a sustentabilidade está no centro da estratégia do grupo e que o sucesso alcançado na Boa Vista é um exemplo de inovação.
“O aeroporto de Boa Vista está prestes a se tornar energeticamente autossuficiente completamente. Este é um ótimo acontecimento, especialmente em uma ilha onde os desafios ambientais e a insularidade requerem uma gestão de recursos inovadora e responsável”, explicou o CEO da VINCI Airports.
Estação de tratamento de águas residuais
Além da autonomia energética, a próxima fase de investimentos prevê a implementação de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR).
Segundo Remi de Longevalle, após atingir a independência elétrica, o foco será a preservação e otimização dos recursos hídricos, uma responsabilidade coletiva num contexto insular como o da Boa Vista.
C/ Inforpress



