Os estabelecimentos hoteleiros de Cabo Verde acolheram, precisamente, 1.248.052 hóspedes, em 2025, representando uma variação positiva de 6,0% em relação a 2024. Os dados do INE mostram ainda que o quarto trimestre de 2025, ou seja, entre Outubro e Dezembro, foi o período que registou maior procura, ao ultrapassar os 400 mil. Este aumento coincidiu com o início das operações directas da Easyjet, de Lisboa e do Porto, para a Praia.
Tal como era expectável, o número de turistas que procuram Cabo Verde para férias continuou a crescer no ano passado. Os dados relativos à movimentação de hóspedes do ano passado foram agora divulgados, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), e mostram que os estabelecimentos hoteleiros acolheram 1.248.052 hóspedes, representando uma variação positiva de 6,0% em relação a 2024, em que tinham sido acolhidos 1.177.467 hóspedes, representando uma variação positiva de 16,5%, face a 2023 (considerado ainda período de retoma pandémica da covid-19). Ou seja, na prática, Cabo Verde recebeu 70.585 mil turistas, em 2025, a mais do que em 2024.
No que diz respeito às dormidas, atingiram as 6.120.204 nos estabelecimentos do país, em 2025, traduzindo-se numa variação positiva de 8,3% em relação ao ano anterior. De notar que em todos os trimestres de 2025, verificaram-se acréscimos nos hóspedes e nas dormidas, face ao ano de 2024.
Mas, o maior acolhimento registou-se no quarto trimestre de 2025, com 400.653 turistas a visitarem Cabo Verde, entre Outubro e Dezembro, evidenciando a dinâmica impulsionada pelas low costs, entre elas, por exemplo, a ligação directa da Easy Jet, entre Lisboa, Porto e Praia, que permitiu impulsionar o número de visitantes na ilha de Santiago, onde é visível esse aumento a olho nu. Nas dormidas, o comportamento foi semelhante. O maior valor verificou-se no quarto trimestre de 2025, com 1.702.222 dormidas.
Hotéis lideram alojamentos
Os dados do INE revelam ainda que os hotéis continuam a concentrar a maior procura por alojamentos em Cabo Verde, representando 82,7% do total de hóspedes. Seguem-se os hotéis-apartamentos, com 11,6%, as residenciais, com 3,2%, e as pensões, com 1,6%, apresentando estas as proporções mais relevantes após os hotéis.
No que se refere às dormidas, os números do INE permitem concluir que se mantém a mesma estrutura, ou seja, com os hotéis a representarem 85,2% do total, seguidos dos hotéis-apartamentos, com 11,9%, das residenciais, com 1,5%, e das pensões, com 0,9%.
Sal, a mais procurada
Em termos dos destinos que lideraram a procura, a ilha do Sal continua a ser a preferida dos turistas ao concentrar 57,7% do total das entradas nos estabelecimentos hoteleiros, seguida da ilha da Boa Vista com 24,4%, Santiago com 8,1%, São Vicente com 4,4%, e Santo Antão com 3,5%. As restantes ilhas tiveram um peso de 1,8% das entradas.
Contudo, ainda que seja residual, a ilha do Sal perdeu acolhimento para outras ilhas, uma vez que em 2024 tinha concentrado 58,5% das entradas totais no país. Agora, registou o,8% a menos, não chegando a um dígito. Já Boa Vista passou de um acolhimento de 24,1% em 2024, para 24,4% em 2025 e Santiago de 8,0% para 8,1%, respectivamente.
No que diz respeito à análise por residência habitual dos hóspedes, os não residentes em Cabo verde originaram 95,5% das entradas e 97,6% das dormidas. Por outro lado, os residentes em Cabo Verde originaram 4,5% das entradas e 2,4% das dormidas.
Reino Unido lidera mercado emissor
De notar que o Reino Unido continuou a liderar o mercado emissor, em 2025, com 29,3% das entradas de não residentes e 33,5% das dormidas. Seguiram-se Portugal (12,1% das entradas e 12,7% das dormidas), Alemanha (10,5% e 10,6%), França (10,1% e 7,7%) e Bélgica + Holanda (7,5% das entradas e 7,8% das dormidas).
O relatório do INE mostra ainda que a estadia média nos estabelecimentos hoteleiros foi 4,8 noites. Comparando com o ano anterior, houve um aumento de 0,2 noites (4,6 noites no ano de 2024). Igualmente, em média, a taxa de ocupação-cama a nível geral, foi de 72% nos estabelecimentos hoteleiros, tendo aumentado 12% quando comparado com o ano de 2024 (60%).
Publicado na Edição 972 do Jornal A Nação, de 16 Abril de 2026

