Natural da ilha de São Nicolau, Benedita Santana, mais conhecida por Lorena, cresceu rodeada de linhas e agulhas. Aprendeu desde cedo com a mãe e as tias a arte de “fazer renda”, como era chamada antigamente, conhecida hoje em dia como a arte de crochetar. Lorena encontrou isso na família como um hobby e passou anos praticando esta arte apenas por prazer.
Foi só em 2024, por incentivo de uma prima, que Lorena resolveu expor o seu trabalho numa das edições da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC). Foi aí que surgiram os primeiros clientes do que viria a ser a Arte da Lore.
Com apenas dois anos no mercado, Lorena faz de tudo um pouco. De vestuários a acessórios. Confessou, contudo, a sua preferência por bolsas e depois de muito pesquisar resolveu dedicar-se somente à produção de bolsas de croché.
“Aprendi as técnicas básicas com a minha família e fui aperfeiçoando com as pesquisas na internet e sempre gostei de bolsas, então preferi manter o meu foco somente nisso, já que hoje em dia há muitas pessoas que fazem croché em Cabo Verde”, explicou.
Apesar de dedicar-se apenas a esse acessório, Lorena conta que dá para viver da sua arte em Cabo Verde, apesar dos desafios que enfrenta, um dos quais encontrar materiais de qualidade no país.
Hoje em dia a Arte da Lore, é conhecida por suas famosas bolsas de croché, tão famosa que a Lorena recebeu o seu primeiro convite para participar num evento internacional, a 10 edição do Weekend Capverdien no Luxemburgo, organizado pela associação Veteranos do Norte a.s.b.l em parceria com a Câmara Municipal de Ettelbruck, que tem como objectivo promover e divulgar a cultura cabo-verdiana através da música, dança, pintura, artesanato e gastronomia.

