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Política

Presidenciais 2026: Milton Paiva mantém pré-candidatura apesar do MpD ter anunciado oficialmente o apoio a Joana Rosa

O candidato presidencial Milton Paiva afirmou hoje que mantém a sua candidatura às eleições presidenciais de Novembro de 2026, apesar de o MpD ter anunciado oficialmente o apoio a Joana Rosa. Milton Paiva sublinhou ainda que as candidaturas ao cargo de Presidente da República são de “natureza supra-partidária”.

“Defendo que a legitimidade presidencial assenta nos cidadãos e na independência do candidato”, precisou, em entrevista à Inforpress, a partir do Mindelo.

Milton Paiva assegurou que a decisão do MpD de apoiar outra candidatura não altera a sua disponibilidade para concorrer às eleições presidenciais, sublinhando que as candidaturas ao cargo de Presidente da República são de “natureza supra-partidária”.

Segundo a mesma fonte, a base de legitimação de uma candidatura presidencial são as assinaturas dos cidadãos, tendo afirmado que já dispõe do número mínimo exigido por lei e que a sua equipa continua a trabalhar para aumentar o número de subscritores.

“Tenho o mínimo, pouco mais de mil assinaturas”, afirmou, explicando que os seus apoiantes provêm de diferentes sensibilidades políticas e sectores da sociedade, incluindo independentes, académicos e pessoas ligadas a várias forças políticas.

Para Milton Paiva, esta transversalidade corresponde à própria natureza da função presidencial, defendendo que o chefe de Estado deve manter uma posição de independência e equidistância em relação aos partidos políticos

Paiva solicitou apoios a várias forças políticas

O pré-candidato revelou ter solicitado apoios a várias forças políticas, incluindo o MpD, mas lamentou que nem ele nem Manuel Pina tenham sido ouvidos pela Direcção Nacional cessante do partido, apesar de terem formalizado um pedido nesse sentido.

“Não mostraram interesse em conhecer o nosso projecto”, disse, ressalvando, contudo, que a forma como o MpD conduziu o processo de escolha da candidatura a apoiar constitui um assunto interno do partido e não da sua plataforma presidencial.

Paiva afirmou ainda que gostaria de contar com o maior número possível de apoios, mas considerou que estes não precisam necessariamente de ser institucionais, podendo resultar de individualidades, correntes de opinião e cidadãos organizados.

Questionado sobre o facto de a actual Direcção Nacional do MpD ter decidido o apoio antes da eleição dos novos órgãos partidários, defendeu que a decisão deveria ter sido deixada para a nova liderança, cuja eleição está prevista para os próximos dias.

Ainda assim, reiterou que não pretende condicionar a sua candidatura às decisões dos partidos, sustentando que se encontra actualmente “num espaço da cidadania”.

Milton Paiva não exerce actualmente qualquer cargo partidário, pelo que considerou que essa situação lhe confere “maior distanciamento e independência” para apresentar uma candidatura presidencial apoiada por sectores da sociedade civil.

O pré-candidato defendeu igualmente que o exercício de cargos em órgãos partidários ou grupos parlamentares pode ser incompatível com a natureza moderadora da função presidencial, embora tenha deixado aos candidatos e aos eleitores a avaliação sobre os respectivos posicionamentos.

Milton Paiva encontra-se em São Vicente por motivos profissionais, aproveitando também a deslocação para realizar contactos relacionados com a sua pré-candidatura.

Até ao momento, além de Milton Paiva, mais cinco personalidades já manifestaram publicamente intenção de concorrer às eleições presidenciais de 15 de Novembro, sendo entre eles: Joana Rosa, Casimiro de Pina, Milton Paiva, Gilson Alves, Péricles Tavares e Fernando Delgado.

Entretanto, duas candidaturas inicialmente anunciadas deixaram de integrar o quadro actual.

A ex-ministra Janine Lélis desistiu da corrida em 14 de Agosto, alegando alterações no quadro político, institucional e partidário e uma crescente polarização do debate público.

Também Hélio Sanches retirou a sua pré-candidatura, justificando a decisão pela falta de condições políticas no seio do MpD.

O Presidente da República, José Maria Neves, ainda não disse se vai candidatar-se a segundo mandato.

C/ Inforpress

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