Lúcio Miranda, Ministro da Saúde de Cabo Verde, garantiu este domingo, 06, no Fogo, que o Governo vai assumir as despesas dos funerais das 25 vítimas do acidente que aconteceu ontem, sábado, 05, no trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, na ilha do Fogo. O governante avançou ainda que o Executivo vai suportar outros custos das famílias afectadas pela tragédia.
Segundo o governante, que foi porta-voz d e uma reunião do gabinete de crise criado na sequência do acidente, além das despesas dos funerais, o Estado vai assumir, nos próximos dias, alguns custos relacionados com as famílias das vítimas, incluindo as despesas de deslocação de familiares de primeiro grau que tenham de viajar da Praia para a ilha do Fogo.
“Temos de dar o maior apoio possível nos próximos dias”, afirmou Lúcio Miranda, citado pela Inforpress. O mesmo garantiu que o Governo está a trabalhar em articulação com a Câmara Municipal de São Filipe para identificar as necessidades de cada família e definir as formas de apoio.
Uma das vítimas será transladada para a Praia
O Executivo, avançou, vai igualmente suportar as despesas de trasladação de uma das vítimas para a Praia, onde deverá ser posteriormente sepultada.
Segundo o governante, além das 25 vítimas, 14 pessoas permanecem internadas no Hospital Regional São Francisco de Assis, em São Filipe, quatro das quais em estado grave.
Maior acidente com perdas humanas, num único dia, registado em Cabo Verde
Lúcio Miranda disse tratar-se do acidente com maior número de vítimas mortais registado num único dia em Cabo Verde, destacando ainda o facto de a maioria das vítimas ser constituída por adolescentes, o que, segundo afirmou, torna a tragédia ainda mais grave e dolorosa.
“O Fogo está de luto, Cabo Verde está de luto neste momento”, afirmou.
O mesmo, em nome do Governo, agradeceu à Protecção Civil, às câmaras municipais e, sobretudo, à população pelo envolvimento nas operações de resgate e socorro às vítimas.
Equipa médica especializada já está na ilha
Perante a situação clínica dos sobreviventes, o Governo mobilizou para a ilha uma equipa médica especializada, proveniente de São Vicente e Santiago, para reforçar os profissionais do Hospital Regional São Francisco de Assis.
A equipa integra neurocirurgiões, cirurgiões, reumatologistas, intensivistas, anestesistas e cardiologistas, além de enfermeiros com experiência em cuidados intensivos.
O principal objectivo, segundo Lúcio Miranda, é salvar as vidas dos pacientes internados, realizar diagnósticos mais precisos e avaliar os casos que necessitem de evacuação médica para Santiago ou outros centros com maior capacidade de resposta.
C/Inforpress

