O ministro da Justiça, Clóvis Silva, garantiu ontem, no Sal, a disponibilidade do Governo para apoiar os operadores turísticos na absorção dos prejuízos causados pela forte agitação marítima e pelas condições meteorológicas adversas dos últimos dias. Recorde-se que a fúria das águas causou estragos em várias unidades hoteleiras da frente marítima de Santa Maria.
O governante, que falava à imprensa no final de uma visita a dois empreendimentos turísticos em Santa Maria, no âmbito da sua deslocação à ilha, inteirou-se dos danos registados e auscultou os responsáveis das unidades afectadas, mostrando-se confiante na capacidade de recuperação do sector.
“Fiquei bem mais tranquilo depois de ter estado cá e ter visto, porque todos nós vimos o que a comunicação social e principalmente as redes sociais transmitiram, passando a ideia de que havia uma situação caótica e que estava tudo absolutamente destruído”, afirmou, citado pela Inforpress.
“Estando cá, verificámos que dá um sentimento de algum alento ver que as pessoas se juntaram e que a administração dos hotéis conseguiu reagir rapidamente”, esclareceu.
Estragos podiam ter sido piores
O governante constatou que, apesar dos estragos em equipamentos e aparelhos de ar condicionado causados pela súbita subida do nível do mar e pela força das ondas nas zonas costeiras, a situação poderia ter assumido proporções mais graves.
“Nós temos, efectivamente, de agradecer que só isto é que aconteceu. Ficamos satisfeitos por ver que já começaram a abrir e que a situação começa a voltar à normalidade. Fica da nossa parte o compromisso, que foi a mensagem que o primeiro-ministro pediu para transmitir, de que o Governo está disponível para começar as conversações para ajudar a absorver o impacto dos prejuízos”, afirmou.
Para o governante, este episódio serve também como um alerta para a “necessidade de preparação para o futuro” perante os fenómenos meteorológicos adversos.
Apesar dos estragos significativos em algumas infra-estruturas próximas da costa, o ministro reiterou que os danos não comprometem a retoma gradual das actividades económicas e turísticas na cidade de Santa Maria.
C/Inforpress

