Quinze anos depois do último concerto, a banda cabo-verdiana Splash regressou aos palcos no último fim de semana, num concerto marcado pela emoção e uma sala esgotada em Roterdão. Segue agora uma tour mundial, que passa por Moçambique, Cabo Verde e Estados Unidos da América.
Djoy Delgado, Dina Medina, Danilo Tavares, Grace Évora, Laise Sanchez, Manu Soares e Johnny Fonseca voltaram em concerto, revisitando três décadas de música e assinalando o início de uma nova etapa para “um dos grupos mais marcantes da música cabo-verdiana”.
De acordo com nota enviada a esta redação, a banda prepara agora uma tour mundial, com concertos previstos para Moçambique, Estados Unidos e Cabo Verde, ainda em 2026.
“A energia vivida na Annabel (Roterdão) refletiu a relação especial entre os Splash e o seu público. Ao longo dos anos, cada um dos sete artistas construiu também o seu próprio percurso e conquistou uma identidade reconhecida junto dos fãs. Em Roterdão, essa ligação individual cruzou-se com a memória coletiva da banda, tornando o concerto uma celebração tanto das carreiras de cada artista como da história partilhada enquanto Splash”, indica.
O reencontro acontece no ano em que se assinalam 30 anos do lançamento de Simplicidade, o primeiro álbum do grupo, editado em 1996.
A data, segundo a mesma fonte, reforça o significado deste regresso, que vai além da recuperação de um repertório conhecido. “Representa a oportunidade de voltar a celebrar uma obra que continua presente na memória musical cabo-verdiana e nas comunidades da diáspora”, le-se no comunicado.
De Roterdão para o mundo
Depois de Roterdão, na Holanda, cidade Natal da banda, os Splash têm concerto marcado para este sábado, 24, em Moçambique, integrado na 9ª edição do evento Nostalgia.
Seguem-se os Estados Unidos, no dia 28 novembro, em Providence, no The Strand – Ballroom & Theatre.
Para Cabo Verde as datas ainda estão por anunciar, mas o reencontro com os fãs deve acontecer em Dezembro.
Sobre os Splash
Splash é uma banda de músicos cabo-verdianos ligada à cena musical da diáspora nos Países Baixos, concretamente da cidade de Roterdão. Ao longo do seu percurso, construiu uma identidade sonora que cruza referências da música cabo-verdiana com influências internacionais, conquistando públicos dentro e fora do arquipélago e contribuindo para a expansão da música de Cabo Verde no mundo.
Nesta tour, a banda é composta por Djoy Delgado (teclas), Dina Medina (voz), Danilo Tavares (baixo), Grace Évora (voz e bateria), Laise Sanchez (voz), Manu Soares (teclas) e Johnny Fonseca (guitarra).
Entre outros elementos históricos da banda estão nomes como Johnny Ramos, Anibel Fortes, Roberto Matias, Denis Graça, Milena Braga Tavares e José Azancoth.
Natalina Andrade

