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Brava

Emigrante prevê chegada de barco ambulância até final do ano

RFI

Eliseu Teixeira, o emigrante cabo-verdiano mentor da campanha de angariação de fundos para enviar um barco ambulância para a ilha Brava, disse à RFI que a perspectiva é ter a embarcação em Cabo Verde até final do ano.

De frisar que a campanha online de “crowdfunding”, de recolha de fundos, para comprar a embarcação, foi lançada a 8 de agosto, depois da morte de um adolescente, transportado num bote de pesca da Brava para o Fogo.

Segundo Eliseu Teixeira, a embarcação custa 150 mil euros e está equipada com “todos os meios necessários de suporte à vida e também terá uma maca especial preparada para o mar” e capacitada para absorver os movimentos e garantir tranquilidade e segurança aos pacientes.

Ultrapassar 50% da verba em Setembro

“Estou em crer que no mês de Setembro, provavelmente, vamos estar para além dos 50% do financiamento total necessário. O objectivo é, até Novembro, termos conseguido.  A ideia é antes do final do ano a embarcação chegar a Cabo Verde”, explicou, em entrevista à RFI.

A campanha está a decorrer nas plataformas online kauverdi.comdjudamli.cv e gofundme.com, com o nome Dja Braba Ambulance.

Associacões mobilizadas

Por outro lado, associações em França, Estados Unidos e Cabo Verde vão também mobilizar-se para realizar eventos culturais de angariação de fundos.

Eliseu Teixeira garantiu ainda que já entrou em contacto com o executivo cabo-verdiano para “agilizar todo o processo, desde o despacho, a licença, até à sua operação em Cabo Verde”.

C/ RFI

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Carlos Ramos de Pina

    23 de Agosto, 2022 at 12:51

    Louvo a ideia e projecto.
    Mas os investimentos estratégicos em saúde, devem ser liderados e conduzidos pelo estado.
    Transversal aos governos pós democracia, não existe um acordo, estratégia ou consenso transnacional criado sobre os projectos, investimentos, políticas de saúde a médio, longo prazo.
    A culpa não é restritamente política. A sociedade civil não se mexe pq quando 0precisa, daí para o estrangeiro. Todos se esquecem que haverá um dia em que filhos, irmãos, netos, sobrinhos, precisarão de algo urgente. Nesse dia os conhecimentos não farão diferença, face à carência de recursos humanos, técnicos, profissionais.

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