O líder da bancada parlamentar do PAICV, João Baptista, afirma que o seu partido se posiciona contra o orçamento do Estado para 2022, porque considera que ele apresenta “altos custos” para a população, com o aumento de impostos e desvalorização do salário real no país.
João Baptista fez estas declarações à margem da jornada parlamentar do PAICV, que visa o debate sobre o Orçamento do Estado (OE), para o ano de 2022.
Baptista afirma que o próprio Governo classifica este orçamento de “horrível”, pelo que o partido que representa considera que ele é “deplorável” para a população, que vai ser “fortemente penalizada”.
O líder da bancada da oposição recordou que os cidadãos vão ter de suportar o aumento do custo de água e eletricidade em 37 por cento (%), o aumento no Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) de 15% para 17% e, ainda, aumento de dois mil produtos em direitos de importação em 5%, e frisa que “tudo isto, portanto, vai repercutir-se necessariamente em cadeia na vida dos cabo-verdianos”.
Considera ainda ser “uma grande falácia” a declaração do Governo de que ele mantém o salário em Cabo Verde, uma vez que se virmos o salário real ele vai “valer menos devido aos custos que todos terão de assumir”.
Baptista ainda afirma que o OE 2022, aponta o aumento do défice da dívida pública para 10 mil milhões, que, no entanto, realçou, não contabiliza os avales que nos últimos anos foram dados, relacionados às dívidas das autarquias locais e das empresas públicas, rondando “mais 20%”.
“No OE há uma rubrica com cerca de 600 mil contos para viagens, deslocações e estadias, ou seja, o Governo pretende financiar a sua máquina à custa dos cabo-verdianos”, salienta ainda essa fonte, recordando que este é o Governo “mais gordo na história do país”, que acarreta um custo anual de mais de 400 mil contos.
C/Inforpress
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1 Comentário
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Carlos M Silva
23 de Novembro, 2021 at 17:05
Não se pode contentar com um orçamento do tipo e ninguém em seu perfeito juízo aprovaria este OE de 2022, nas condições que está sendo apresentado no parlamento. O governo criou uma equipa governamental muito pesada e esqueceu-se por completo do povo. Não há aumento de vencimentos aos servidores do estado e pelo contrário, há uma subida astronômica de preços e de impostos em todo os produtos que um cidadão precisa para colocar à mesa dos seus familiares. A crise se é generalizada como diz o governo, ela não pode ser debitada apenas aos contribuintes, pois o governo também deve fazer a sua parte, colaborando desta feita, com um pequeno esforço para amortizar os seus efeitos devastadores. O país é de todos, portanto todos devem apertar o cinto e lutar para a sua recuperação. Escrevi.