O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) efectuou 168 intervenções em casos relacionados com o abuso e violação sexual contra crianças e adolescentes, durante o ano de 2023.
A informação foi avançada esta segunda-feira pela presidente do ICCA, Zaida Freitas, que falava à margem da abertura de uma formação em psicologia forense, destinada aos profissionais do instituto.
De acordo com Zaida Freitas, citada pela Inforpress, a formação iniciada em 2022, e neste momento, na sua última fase, tem como objetivo reforçar as competências técnicas e profissionais dos psicólogos do ICCA, de modo a garantir uma intervenção “cada vez mais eficaz” e respostas “mais adequadas” às diversas solicitações.
Demanda crescente
A mesma destacou que a demanda dos relatórios da avaliação psicológica solicitados, quer pelos tribunais, quer pelo Ministério Público, tem sido crescente, exigindo dos psicólogos conhecimentos científicos, através de laudos psicológicos “cada vez mais exigentes”.
Acrescentou que a avaliação psicológica de crianças e adolescentes vitimas de violência sexual, maus tratos e negligencia é uma “peça fundamental” no contexto da Psicologia Forense, visto que desempenha “um papel importante” na compreensão do impacto psicológico das experiências traumáticas na vida das vítimas.
Celeridade e justiça
Igualmente permite fornecer “informações essenciais” que podem contribuir para tomadas de decisões judiciais “cada vez mais céleres e justas”.
“Por ser um instrumento científico importante, a avaliação psicológica deve ser conduzida por profissionais treinados e qualificados que devem seguir padrões éticos e normas profissionais rigorosas, com o intuito de melhorar as competências técnicas e profissionais do ICCA”, finalizou.
Zaida Freitas, que se encontra à frente do ICCA desde 01 de Dezembro, será empossada hoje no cargo de presidente da instituição e sucede a Maria do Livramento Silva.
C/ Inforpress
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