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Sociedade

Legislativas 2026: Nosi ainda não  divulgou conclusões sobre anomalias na noite eleitoral

O Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) ainda não divulgou os resultados preliminares da investigação às anomalias registadas na noite eleitoral de 17 de Maio, ultrapassando o prazo anteriormente anunciado pela instituição.

Uma fonte da instituição revelou à Inforpress que a empresa responsável pela investigação ainda não concluiu os trabalhos em curso, razão pela qual os resultados continuam por ser apresentados.

O presidente do conselho de administração do NOSI, Carlos Tavares Pina, tinha afirmado que até sexta-feira, 22, seriam conhecidas as conclusões preliminares sobre as causas dos problemas técnicos detectados durante o processo eleitoral.

Na ocasião, Carlos Tavares Pina explicou que, perante a hipótese de um eventual ciberataque, foi criada uma equipa multinacional para investigar o ocorrido e apurar as origens das anomalias verificadas na plataforma de actualização dos dados provisórios.

As falhas registadas na noite eleitoral de 17 de Maio suscitaram preocupações entre partidos políticos, observadores e a sociedade civil, levantando questões sobre a fiabilidade e segurança dos sistemas tecnológicos associados ao processo eleitoral.

O caso

A 18 de Maio, portanto o dia seguinte às eleições, o  presidente do Conselho de Administração do NOSI admitiu a possibilidade de uma “tentativa de sabotagem” nas primeiras horas da divulgação dos resultados provisórios das legislativas, garantindo que os constrangimentos não comprometeram os dados eleitorais.

“Não podemos confirmar, mas também não descartamos essa hipótese”, afirmou Carlos Tavares Pina, em conferência de imprensa para esclarecer os constrangimentos registados durante a divulgação dos resultados das eleições legislativas de 2026.

Segundo o responsável, o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) iniciou o processo de divulgação às 19h, “com todas as condições técnicas previstas”, mas nos primeiros minutos começaram a ser detectadas anomalias nas infra-estruturas.

Carlos Tavares Pina explicou que foram desencadeadas várias operações técnicas para evitar mais constrangimentos e garantir a fiabilidade dos resultados.

“Para garantir que os dados se mantivessem confiáveis e não colocassem em causa os resultados das eleições, várias operações técnicas foram levadas a cabo”, indicou.

Medidas adoptadas 

Entre as medidas adoptadas, destacou a segregação dos canais da Televisão de Cabo Verde (TCV) e do portal de divulgação dos resultados, que funcionavam na mesma infra-estrutura.

Segundo o PCA do NOSI, esta medida permitiu à TCV continuar a transmitir os resultados em directo.

Quanto ao portal, informou que voltou a funcionar por volta das 21h e que às 21h30 a situação já se encontrava controlada, “sem comprometer os resultados das eleições”.

Relativamente à hipótese de um ciberataque, Carlos Tavares Pina disse que foi criada uma equipa multinacional para investigar o ocorrido para se saber as causas das anomalias.

C/ Inforpress

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