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Economia

Impasse na TACV: redução salarial inviabiliza eleição de novos órgãos sociais e atual administração continua em funções

A Assembleia Geral da da TACV, S.A., desta Sexta-feira, 16 de Outubro, terminou sem consenso e de forma inconclusiva. O principal ponto de discórdia foi a proposta de redução salarial para os membros do Conselho de Administração, medida que acabou por inviabilizar a eleição e posse dos novos órgãos sociais da companhia aérea de bandeira.

Diante do impasse criado em torno da grelha salarial, os atuais administradores, que já haviam sido destituídos, vão manter-se interinamente na gestão da empresa até que seja convocada e realizada uma nova Assembleia Geral para resolver o diferendo.

Divergências remuneratórias travam renovação

A reunião, que visava formalizar a escolha e a transição da equipa gestora da empresa, ficou marcada pelo desentendimento relativamente às condições de remuneração dos administradores.

A proposta de cortes nos salários da futura administração provocou a desistência de um dos indigitados que estava presente na reunião, impedindo uma decisão final, visto que por Lei, a TACV deve ter cinco (5) Administradores efectivos.

Sem o preenchimento dos requisitos para a votação e validação dos novos nomes, a mesa da Assembleia Geral foi forçada a encerrar a sessão sem deliberar sobre a composição definitiva dos órgãos de gestão para o novo ciclo.

Gestão destituída permanece interinamente

Com a indefinição, a TACV enfrenta um hiato na sua liderança corporativa. Para evitar o vazio de poder nas operações diárias da transportadora, a equipa de administração cessante continuará a assegurar a transição e a gestão corrente da companhia aérea até à marcação de uma nova reunião de acionistas.

A expetativa recai agora sobre a convocatória de uma nova Assembleia Geral, na qual os acionistas terão de reapreciar o pacote remuneratório e alcançar um entendimento sobre a estrutura diretiva da TACV.

De acordo com uma fonte, tudo isso está a acontecer, porquanto, “o Governo está sendo mal assessorado e não procura dialogar com os acionistas privados que apesar de somarem apenas 10% das ações, sempre contribuíram para transmitir uma imagem de empresa mista, que funciona na base do diálogo e harmonia entre as duas partes: Estado e privados”.

Ademais, segundo a mesma fonte, “a TACV, deve ser vista como uma empresa muito especial, tipo off-shore, visto que opera na cena internacional. Por isso, os seus gestores devem ter um salário diferente do aplicado internamente para as empresas que operam apenas no mercado interno. Aliás, os dirigentes da Caixa Económica, CV Telecom, etc têm esse tratamento diferenciado”.

Composição dos novos órgãos sociais

Recorde-se que, conforme A Nação online avançou anteriormente, a Assembleia Geral Ordinária da TACV, S.A., desta Sexta-feira, 16 de Outubro, na cidade da Praia, devia confirmar Mário Alberto Lopes Almeida como o novo Presidente do Conselho de Administração (PCA).

Além de Mário Almeida, o órgão de administração executiva da TACV, S.A., seria integrado por Sandra Maria Lopes Furtado Mendonça e Mário Jorge Varela Tavares, contando ainda com Esana Jaquelina Fernandes Carvalho e Jean Christophe Baertz como administradores não executivos.

Para a Mesa da Assembleia Geral, constava Humberto Santos de Brito, como Presidente, acompanhado por Ana Margarida Monteiro Ramos no cargo de Secretária. Dilaila Milene Neves Silva estava indicada para Presidente do Conselho Fiscal, tendo como vogais José Carlos Freire Tavares e Maria da Luz Mendes Tavares Lopes.

Daniel Almeida

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