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Política

Visita de Francisco Carvalho à ilha do Fogo: Governo defende investimentos alicerçados na valorização das potencialidades locais 

O primeiro-ministro, defendeu hoje a definição e implementação de políticas públicas baseadas na valorização do conhecimento dos actores locais e das reais potencialidades de cada território. Durante a sua primeira visita à ilha do Fogo na qualidade de chefe do Governo, Francisco Carvalho, argumentou que, no caso específico da “Ilha do Vulcão”, a nova abordagem deve ter em conta o seu potencial histórico do sector agropecuário.

Conforme refere a Agência Cabo-verdiana de Notícias (INFORPRESS), o novo chefe do Governo Cabo-verdiano também destacou a importância de se dar maior espaço de intervenção aos autarcas, considerando que possuem um conhecimento aprofundado da realidade das comunidades onde actuam.

Após um encontro com Nuias Silva, presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Francisco Carvalho, explicou que os presidentes das câmaras municipais, por viverem e acompanharem diariamente os territórios, estão em melhores condições para contribuirem com avaliações objectivas e realistas sobre as necessidades e prioridades locais.

“Os autarcas conhecem bem o território, têm experiência, vivem no território e estão em contacto permanente com a realidade”, afirmou, defendendo que os projectos do Governo devem incorporar a voz dos representantes locais.

Para o primeiro-ministro, esta articulação permitirá evitar a criação de soluções desligadas da realidade, dando continuidade a iniciativas já identificadas pelas comunidades e que necessitam de um reforço e empurrão por parte do executivo.

Potencial histórico do sector agropecuário

No caso específico da ilha do Fogo, Francisco Carvalho destacou o potencial histórico do sector agropecuário, sublinhando que a aposta no sector primário, agricultura, pescas e pecuária constitui uma das prioridades do Governo.

O chefe do Governo afirmou que o desenvolvimento deve estar associado às características e vocações de cada região, evitando a tendência de “fabricar vocações” para os territórios que não correspondam às suas potencialidades naturais.

“Apostaremos fortemente no sector da agropecuária na ilha do Fogo”, prometeu Francisco Carvalho, considerando que a estratégia nacional passa por fortalecer actividades capazes de gerar emprego, dinamizar a economia local e contribuir para a fixação das populações nos seus territórios.

“Melhorar a conectividade é essencial”

Além da agropecuária, o primeiro-ministro apontou os transportes como uma questão prioritária para a região, sobretudo no que diz respeito às ligações marítimas.

Segundo explicou, melhorar a conectividade é essencial não apenas para a circulação das pessoas, por motivos familiares, de saúde e outros, mas também para facilitar a actividade de investidores, comerciantes e empresários.

Francisco Carvalho garantiu que o Governo pretende criar condições para que cada região possa desenvolver-se a partir das suas próprias potencialidades, colocando as pessoas no centro das políticas públicas e promovendo melhores condições de vida.

Depois do encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, o primeiro-ministro prosseguiu a visita aos municípios de Santa Catarina do Fogo e Mosteiros, onde realiza reuniões semelhantes com os presidentes das respectivas câmaras municipais, antes do seu regresso à cidade da Praia prevista para a tarde de hoje.

Inauguração do monumento em homenagem ao emigrante

Recorde-se que, no quadro da visita que iniciou Domingo, 12 de Julho, à ilha do Fogo, o Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, presidiu, também na tarde de ontem, a cerimónia de inauguração do monumento em homenagem ao emigrante edificado pela Câmara Municipal de São Filipe na rotunda da esquadra da Polícia Nacional, no bairro de Lém, para a assinalar, o 104.º aniversário de elevação de São Filipe à categoria de cidade.

A referida inauguração foi considerada como um dos momentos mais simbólicos das comemorações porquanto o monumento homenageia os milhares de são-filipenses espalhados pelo mundo, cujo contributo económico, social e humano tem sido determinante para o progresso do concelho e de Cabo Verde.

C/INFORPRESS

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