Um voo do grupo TUI, vindo da Polónia, aterrou este domingo na ilha do Sal, com 382 turistas a bordo. Estes são os primeiros turistas, em termos de turismo de massas, depois do início da pandemia, já lá vai praticamente um ano. Pese embora depois da abertura das fronteiras o ano passado o país tenha registado um número residual de turistas, especialmente mochileiros.
Em Comunicado, o Ministério do Turismo e Transportes diz registar “com agrado e com muita satisfação”, pois este primeiro voo, “é um sinal demonstrativo da confiança dos turistas e do Operador TUI no destino Cabo Verde”. Igualmente, diz a tutela, “traduz o redobrar da aposta do grupo hoteleiro RIU nos investimentos em Cabo Verde”.
O voo operado pela TUI, como se sabe, o maior operador turístico a atuar em Cabo Verde, associado à cadeia RIU, traz, para o Governo, “um forte sentimento de esperança de que a retoma do turismo está a dar os seus primeiros passos, criando condições para o reinício da atividade de muitas empresas e o rearranque da economia”.
Recorde-se que desde Março de 2019, a pandemia teve impactos nefastos na economia cabo-verdiana, muito ancorada no Turismo e serviços, levando à
paralisação do setor. As ilhas do Sal e Boa Vista assistiram inclusive a uma debandada de trabalhadores para as suas ilhas de origem, devido ao lay off e encerramento dos grandes resorts que empregam a esmagadora maioria dos trabalhadores do turismo.
Em 2020, o número de chegadas de turistas teve uma quebra de 75%, comparativamente a 2019, conforme os dados do INE.
“Os efeitos negativos não ficaram apenas pelo turismo, pois houve um aumento do desemprego generalizados, as receitas fiscais experimentaram uma quebra estrondosa e a quebra no PIB poderá ultrapassar os 10%”, admite o Governo, garantindo que tem feito “um esforço titânico para mitigar os efeitos da pandemia”, tendo implementado, medidas fiscais, laborais e financeiras, visando “a proteção dos postos de trabalho e a salvação das empresas”.
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1 Comentário
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Atlovir
15 de Março, 2021 at 23:15
Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).